Severiano Miranda

Mandando noticias de Castela e Leão..

Flower

A pergunta que não quer calar…

Rapaz, o atacante tava voltando com fome de gol, agora vem a pergunta, se o atacante fizesse o gol, e depois descobrissem que o goleiro tinha quebrado o pescoço, valia o gol???

E direto do mundo das tirinhas…

Do malvados.com.br, umas tirinhas que são tudo a ver… =)

Caçar por diversão..

E voltando pra São Paulo…

Impressionante ver um dos maiores parques de diversão do país debaixo dágua:

Playcenter, debaixo dágua...
Playcenter, debaixo dágua…

Pra não falar nas ruas completamente alagadas…

É como diz Cris Dias: “esse tipo de coisa não acontece nos EUA e Europa e ponto final. Não adianta pagar de primeiro mundo se sempre que chove falta luz no seu apartamento de centenas de milhares de reais.”

E mais: Sobe para 9 número de mortos por chuvas na Grande SP

Zé Alagão pensou que tinha sowetizado a pobreza. A chuva jogou a pobreza na cara da elite. – é interessante o que diz Paulo Henrique Amorim nesse post de seu blog, “A elite se fechou para dentro e jogou a favela na periferia, num conjunto de sowetos: Heliópolis, Paraisópolis, Jardim Romano, São Miguel Paulista.”, “Porque era possível você trabalhar na Faria Lima e morar no Morumbi e passar 20 anos sem ver um pobre. Não é como na Zona Sul do Rio, em que a favela entra pela tua janela adentro.”,”Você acaba como os quatrocentões, que pensam que moram em Nova York, Milão, Veneza. Ou numa combinação das três..”.

Soweto (de South-West Township, ou “Cidadela do Sudoeste”) é um subúrbio com aspecto de imensa favela na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

São Paulo, e seus 61,3 km de linhas de metrô não é Milão, Veneza ou Nova Iorque, na verdade, não é nem a Cidade do México (que tem 202 km)… Está mais pra Soweto mesmo… Mas tem gente que não vê pobre.

Enquanto isso, em Jurêrê, Santa Catarina…

Sem maiores comentários, o vídeo é tão ilustrativo afinal…

O Rio de Janeiro, onde os problemas pouco mudam,e as dificuldades são as mesmas.

Tambem do tempo em que era criança, lembro que além dessa coisa das maiores cidades, quem gozava então dessa aura de “Cidade maravilhosa”, era o Rio de Janeiro… Com as mesmas nuances que São Paulo hoje, intocável, dizer que já se tinha ido/morado ou qualquer dessas coisas, abria voz em alguns grupos, enfim…

Bom, o Rio foi destronado, por assim dizer, por São Paulo… Mas a briga ainda é feia, principalmente no quesito segurança pública, agora, no melhor estilo faroeste norte-americano, foi divulgado um cartaz na cidade, ofereçendo recompensa pela “cabeça” dos assassinos de um sargento da polícia.

Ora, entende-se a revolta da polícia, eles recebem salários que envergonham até o mais humilde dos trabalhadores, como dito na reportagem, os do Rio principalmente. São mal aparelhados, a frota de veículos muitas vezes é sucateada, entre tantos outros problemas. Mas chegar a esse ponto é realmente, quase faroeste:

Jorge Lobão - presidente do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro

Jorge Lobão - presidente do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro

Acho que a polícia seja necessária e que seja normal sentir a perda de um colega de farda, mas para além de toda coisa que possa dizer aqui, e que qualquer polícial o diz melhor que eu, há de se observar que é um orgão estatal, e que existem leis para esse tipo de coisa, e caso não existam pois que sejam criadas, mas agir como independentes a cada caso do gênero, nada cria, senão mais violência.

Afinal, acredito que quase todos devam saber o que acontece quando a polícia e o exército tomam o poder nas mãos, e pra quem não sabe, basta perguntar aos mais velhos, pro bem ou pro mal, eles vão ter algo a dizer…

Por fim, não deve ser a tôa que mais que os paulistas, 71,8% dos internautas cariocas deixariam a cidade caso pudessem, além de tudo ainda tem o calor!!! =)

Um pesadelo chamado São Paulo.

Foto por: Lucia Torres

São Paulo é uma cidade impossível… Quando era menor haviam três cidades que eram tidas como mais populosas e/ou maiores do mundo (Índia e China, por motivos que desconheço, não tinham suas cidades levadas em consideração), eram elas, São Paulo, Cidade do México e Nova Iorque. Não sabia eu à época, mas eram três bombas… São Paulo e Cidade do México continuam sendo, em Nova Iorque há uma lenda dizendo que com a administração e política “tolerância zero” de Rudolph Giuliani, a situação melhorou bastante.

É incrível como São Paulo aqui no Brasil (dizer no Brasil é uma injustiça, aqui no NORDESTE pelo menos, é assim), principalmente entre a classe média, e média alta, tem uma aura de cidade santa, dizem todos, se tratar de “outro mundo” e conhecer a cidade eleva a pessoa a um status de iniciada, e dá direito a voz em certas rodas sociais. Críticar a cidade é um pecado. E para não críticar vou apenas comprarar (não com Nova Iorque, por motivos óbvios, além de mais dinheiro existir por lá, se a administração de Giuliani tiver sido metade da panacéia que dizem que foi, e com seus 1.062km de linhas de metrô, que o torna o maior metro do mundo, já seria suficiente para acabar o páreo), mas sim com a Cidade do México, oras, por motivos óbvios tambem, dois países pobres, corruptos e violentos.

E ai se chega a São Paulo, bom, aqui no Brasil, mesmo cidades pequenas, e menos populosas (BEM menos populosas), tem problemas com violência e educação… Quem chega daqui, ali, hospeda-se num hotel, e fica BEM longe do caos que é a cidade. Longe dos alagões, longe da violência, longe da polícia corrupta longe do serviço de transporte público, que impressiona, todos falam dos excelentes 61,3 km de linhas de metrô que há na cidade, que impressionam quando não se sabe que na Cidade do México tão grande em tamanho quanto São Paulo, e tão problemática quanto, há 202 km de linhas, mais de três vezes o tamanho, e na pequena Santiago do Chile, nem maior nem mais desenvolvida que São Paulo (isso dizem), há 104,2 km em linhas e 14,8 km já em construção.

Isso para não falar que, oras, num país onde uma cidade com quase 400.000 habitantes, há problemas com violência e educação suficientes para um pequeno país, em São Paulo com seus mais de 10 milhões de habitantes, é até lógico que seja o caos. Mas parece que todos preferem fechar os olhos a isso e ver apenas o que interessa… Uma grande cidade, maravilhosa? Insatisfeitos, 57% dos paulistanos deixariam SP se pudessem, diz pesquisa, eu tambem deixaria se tivesse oportunidade…

PS: A foto foi tirada por Lucia Torres, uma colombiana, que foi a São Paulo, e adorou… =)

McDonald’s nosso de cada dia.

McDonald's

Hoje, país que se comporta mal fica sem sanduiche no natal! Em outubro do ano passado, saiu a notícia, a rede McDonald’s da Islândia fechava as portas naquele país por causa da crise financeira. Oras, ponto pros islandeses, pois agora sim, poderão comer sempre algo que seja mais palatável, mesmo que seja rápidamente, em qualquer balcão da vida.

Engraçado na notícia é que, um tal Thomas L. Friedman, escreveu um livro, “The Lexus and the Olive Tree”, onde elabora um teoria chamada “prevenção de conflitos pelos arcos dourados” “arcos dourados” são sim, os arcos do McDonald’s, ele diz: “No two countries that both had McDonald’s had fought a war against each other since each got its McDonald’s”. Em bom português, dois paises que tem McDonald’s não entraram em guerra desde quando o McDonald’s chegou até eles.
Isso quer dizer duas coisas, primeiro que brevemente a Islândia entrará em guerra, segundo que deveriamos substituir hostias por big macs, já que tal teoria determina o McDonald’s como arauto da paz mundial! Bom, para não falar em como a rede de lanchonetes poderia substituir Jesus Cristo e em minhas idéias de como ficaria o “Pai, Nosso” vou parando de escrever por aqui.  =)

PS: A teoria é furada, pois a Russia entrou em guerra contra a Geórgia em 2008, Israel contra o Líbano em 2006… Mas não deixa de ter um certo fundamento, e foi atualizada para “Dell Theory of Conflict Prevention”, onde ele diz que dois paises que fazem parte de uma mesma cadeia de fornecimento econômico de grandes empresas, não entrarão em guerra por causa da interdepencia economica.

Isso sim é ridículo…

Que os computadores da HP eram ruins, isso eu já sabia… Agora, serem racistas já é um pouco demais né!!!! Nossa!!!

A negação das tecnologias.

Copiar e Colar

Copiar e Colar

O computador é uma fonte de problemas sem fim. Desde quando me lembro de usá-lo, me lembro de problemas. Sejam técnicos, ou de qualquer outra ordem. Um desses, de outra ordem, é ver como as antigas gravadoras foram usurpadas de seu poder, não só as gravadoras enfim, o negócio de música passou e continua passando por uma certa transformação. Primeiro veio a negação, ora, ” -Vamos acabar com isso de mp3!”, depois a perseguição, ” -Prende quem usa pra inibir o uso!!!”. Pessoalmente eu sou defensor dos mp3, apesar de não saber como resolver a equação “ouvinte-artista” (os intermediários da relação (gravadoras), estes que criem uma solução pra si próprios), acredito eu que a solução para o problema tem muito mais haver com aceitação que com prisão, já que se forem prender todos que tem uma mp3 pela qual não pagou direito autoral no computador…
Mas bem, isso deve acontecer com o computador porque é com certeza um aparelho capaz de fazer muitas coisas, com um aparelho comum, você realiza uma tarefa específica, com um computador não, você pode realizar várias tarefas a vez, escrever, escutar música, ler, enfim, as tarefas crescem contingencialmente. Então, outro problema posto, tambem desses de outra ordem, mais sério ou não, seria o de copiar-colar. Os professores tem horror, tambem falam de direito autoral etc, etc, etc, e claro, se o aluno cresce fazendo uma coisa na escola, vai levar pra universidade e a tendência natural é o crescimento do problema. Mas…

Onde está mesmo o problema? Copiar e Colar… Não há problema no copiar, sempre se copiou (claro, há quem chame de “citação”), agora com internet, mudou uma coisa só, que todos acham um absurdo a coisa do colar. Eu tambem acho que existe ai um problema, no colar… Se alguem copia e cola, não lê, e não lendo… O computador não é um bicho que vai acabar com a educação, tampouco vai desaparecer o computador por causa dela. Mas em lugar de culpar o computador pelos problemas educacionais, poderia-se observar que escrevendo a mão, você pode até copiar, mas não pode colar. E não podendo colar, você é obrigado a ler, se o problema é aprender, se resolve algo, e depois se ensina as crianças a “citar”.
PS: Claro que isso pode ser viável dependendo do nível educacional a que se aplique, quanto mais alto mais falho…

PS2: Foi porque mesmo que eu resolvi escrever essas baboseiras no natal?!?!?! FELIZ NATAL galera. =)

A foto que eu não tirei. O post que eu não escrevi.

Andando pelas ruas de Salamanca, deparei-me com a “Calle de Hérnan Cortés”. Imediatamente pensei: “-Pô, que democráticos são esses espanhóis, açougueiro aqui leva nome em rua…”, imediatamente pensei também em tirar uma foto da esquina por onde passava, e escrever qualquer bobagem a respeito… Na esquina sempre passei, muito embora, na maioria das vezes, com sacolas do “carrefour” da estação de trem, onde gostava de fazer compras pequenas. E pra onde nunca levava a máquina fotográfica. Uma pena, acabei por não tirar a foto da plaquinha do Hernán, que tambem estudou na Universidade de Salamanca, vejam só, para ser advogado… Hum… Aos 14 anos??? Talvez isso prove que advocacia não seja algo tão díficil assim de se estudar, e que qualquer um pode fazê-lo, com 14 anos. =)

Graças aos recursos tecnológicos de são google, posso ter a foto da esquina por onde passava, não a foto da plaquinha com o nome ilustre, mas a placa está lá, muito embora ilegível.

Hernán Cortés
Calle de Hernán Cortés

PS: Duas coisas bastante interessantes que passaram enquanto escrevia esse post que novamente tira o blog da morte iminente, uma foi notar que o nome completo de Cortés era: Hernán Cortés Monroy Pizarro Altamirano. Isso mesmo, parente por parte de mãe de Francisco Pizarro González, um matou os Astecas, o outro os Incas… Caraca, que família.

A outra é que se produziu no período um troço chamado “Leyenda negra española“, que tem várias ascepções, segundo o dicionário da Real Academia Espanhola, seria: “opinión contra lo español difundida a partir del siglo XVI” e “opinión desfavorable y generalizada sobre alguien o algo, generalmente infundada”. Philp Wayne Powell, historiador (não sei se bom ou ruin), define a coisa assim: “La premisa básica de la Leyenda Negra es que los españoles se han mostrado históricamente como excepcionalmente crueles, intolerantes, tiránicos, oscurantistas, vagos, fanáticos, avariciosos y traidores; es decir, que se diferencian de tal modo de los demás pueblos en estas características que los españoles y la historia de España deben ser vistos y comprendidos en términos que no son empleados habitualmente para describir e interpretar a otros pueblos.“, e por fim, a analogia de outro historiador, William S. Maltby (que também não sei se é bom ou ruin), com o antiamericanismo: “En más de un aspecto, la posición de los Estados Unidos en el siglo XX se asemeja a la de España en el siglo XVI. Blandiendo un poderío enorme en defensa de un ideal esencialmente conservador, se encuentra como blanco del odio y de los celos de amigos como de enemigos. Nadie que lea los periódicos podrá dudar que las naciones del mundo están compilando una nueva Leyenda Negra, ni de que los Estados Unidos han disfrutado de un poderío mundial; como España, se han permitido llevar la autocrítica hasta el extremo; y, a la postre, su destino puede ser el mismo.”.

E com a citação de 2 (DOIS) americanos, me despeço, senão o povo vai começar a dizer que gosto mesmo do Tio Sam.