Severiano Miranda

De volta ao Brasil as coisas continuam as mesmas… Nossa!!!

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São João vai, São João vem… E enquanto isso, Florianópolis recebeu o 14º FAM (Forum AudioVisual do Mercosul).

Um festival com direito a exibição de filmes, curtas, e conversas com os realizadores dos filmes. Enfim, um evento cultural muito bacana. Eu não tenho nada contra a “nossa” cultura, ou o nosso São João, gosto bastante inclusive. Mas infelizmente de cultural já não há muita coisa na festa promovida no Parque do Povo, na verdade, não há faz muito tempo.

Ano passado, conversando com uma amiga espanhola que queria trabalhar no Brasil, fiz o convite para ela conhecer o Nordeste antes de decidir-se. A resposta foi clara, e melhor impossível, posso ir conhecer, mas para trabalhar prefiro a região Sul, é mais parecido com aqui, o Nordeste me parece um tanto subdesenvolvido. Em outra conversa o desfecho foi fatal, seria algo assim como o Marrocos, só que sem uma Espanha ao lado…

Uma pena, porque arte existe, até melhor incluso, mas nos é oferecido Gaviões do Forró, e Calcinhas de todas as cores durante trinta dias, sob o argumento de tomar “cachaça”, oras, “cachaça” eu tomo o ano todo, escutando música MUITO melhor…

Depois da escalação de Dunga, técnico da seleção brasileira, não falar nada, nadica de nada, de futebol, é sacanagem… Então vai esse pequeno vídeo, que não por acaso, é da Argentina… Mas calma, poderia ser aqui perfeitamente, não que seja motivo de orgulho, afinal, de tanto gostar de futebol, eu preferiria qualquer das outras benesses, mas em ano de copa, deixemos a chatisse pra depois…

Notícia importante:

O saldo do carnaval… Clique na imagem para ver reportagem do site “Local Beach, Global Garbage” sobre o carnaval de Salvador, e suas consequências no fundo do mar.

O fundo da folia

O fundo da folia

E outra nem tanto assim:

Cada maluco que me aparece por ai… Direto do Último Segundo:
Peemedebista ameaça apresentar emenda separando o Rio do país.

Alô alô, preconceito e ódio, aquele abraço!!!

O Rio de Janeiro do começo da música, andando na rua e deixando o amor doer em paz… Uma pena que a canção tenha mudado tanto, e nem foi preciso muito tempo, eles mesmos mudaram a letra. Uma pena…

Carta ao Tom 74 / Carta do Tom

Rua Nascimento Silva, 107
Eu saio correndo do pivete
Tentando alcançar o elevador

Minha janela não passa de um quadrado
A gente só vê Sergio Dourado*
Onde antes se via o Redentor

É, meu amigo
Só resta uma certeza
É preciso acabar com a natureza
É melhor lotear o nosso amor

*: A versão que fala em Sergio Dourado, há no disco “Tom-Vinicius-Toquinho-Miucha : Ao vivo no Canecão”.

É brincadeira, mas bem podia ser verdade… Eu não gosto muito de polícia, aliás, acho que ninguém gosta. Mas pô, os caras são truculentos, mas dar a cara a tapa assim não é pra todo mundo, é difícil querer abordar com chazinho e biscoitos, uma pessoa na rua que pode de repente te meter um tiro… Fogo… De qualquer forma, não deixa de ser engraçado…

“- Tá pensando que eu tenho vida de videogame é??”

Intervozes – Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

Melhor que isso, só vendo Muito Além do Cidadão Kane, documentário de Simon Hartog que detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, feito em 93 e exbido no canal 4 britânico no mesmo ano. Disponível aqui (1), aqui (2), aqui (3), e aqui (4).

As redes sociais são quase um divisor de águas na internet, na teoria, são uma coisa muito boa, pois seria elemento de união por interesse mútuo, assim sendo, deveria ser revolucionário, gente de todo lugar se inter-relacionando com base nos mais variados interesses… Ora, arte em geral, academia, enfim, a palavra é mesmo, revolucionário…

Não, não é… Acredito eu, por uma questão simples, são sociais, e se faz nela exatamente o que se faz em sociedade?! Mandam-se recados e vêem-se fotos para que se tenha “notícias” das pessoas, reproduzindo no computador o círculo social que se tem na vida real. Existindo então, uma grande coluna social online, onde cada um seria seu próprio colunista…

Mas não é o fim do mundo, há uma salvação, não se consegue (que eu tenha visto) criar uma rede social que dê certo e consiga fugir a essa armadilha, desde orkut no Brasil, a facebook internacional, todas fenecem pelas mesmas carências, no entanto se a galera já entra sabendo pra onde vai, então se torna menos agressivo o negócio, nisso se encaixa a LastFM, uma rede social direcionada para música, bom, vai haver ali quem goste de “axé” ou “reggaeton“,   porém são menos pessoas do que se imagina, já que o público na maioria dos casos não sabe ler e tem dificuldades para configurar o programinha da contagem estatística (maldade minha, claro!!).

E é isso que o LastFM faz, através de seu programinha de contagem, ele traça o seu perfil musical, você escolhe um tocador de MP3 (Winamp no meu caso), faz o donwload do programinha deles (o tal que vai contar as músicas que voce escuta), e depois da conta criada, voce vai acabar sabendo exatamente qual seu perfil musical (bom, pelo menos o seu perfil musical enquanto está a frente do computador), claro voce pode tentar enganar o programa e deixar o computador ligado tocando o velho Ludwig van, e Bach direto pra convencer a si próprio que gosta de música clássica, mas não vai durar muito se você não gostar, e na pior das hipóteses, você acaba gostando mesmo, olha que bom… hehehe

Então acabamos por ter uma rede social que funciona, bem, mais ou menos, afinal axé e reggaeton não são os únicos males do mundo da música, e eu pessoalmente gosto muito de alguns outros males, mas é reconfortante saber que ninguem é perfeito né!! =)

Antes de ir a Espanha, eu assistia a House, Friends, Lost, My name is Earl, Prison Break, todos no original, bem, não tão original assim… Mas com certeza eram as melhores legendas, e eram feitas de graça por gente que manjava do assunto, enfim… Fui voltei e de mudança noto que não estou vendo mais nada… Talvez isso mude.

Essa coisa ai é diferente, há o livro, o filme ou série, não sei ao certo, e uma terceira parte que aparentemente se vê, ou se descobre, conectado. Bom, Sqweegel, esse parece ser o nome da besta fera que aparece ai no vídeo, ele é um assassino em série que supera o grau mais alto de periculosidade, o grau 25, e vai dar trabalho a galera que vai investigar os casos. Não sei… Mas acho que vai ser bacana o negócio, aos americanos há de se tirar o chápeu, eles realmente sabem produzir lixo pra entreter sem dúvida nenhuma.

Impressionante ver um dos maiores parques de diversão do país debaixo dágua:

Playcenter, debaixo dágua...
Playcenter, debaixo dágua…

Pra não falar nas ruas completamente alagadas…

É como diz Cris Dias: “esse tipo de coisa não acontece nos EUA e Europa e ponto final. Não adianta pagar de primeiro mundo se sempre que chove falta luz no seu apartamento de centenas de milhares de reais.”

E mais: Sobe para 9 número de mortos por chuvas na Grande SP

Zé Alagão pensou que tinha sowetizado a pobreza. A chuva jogou a pobreza na cara da elite. – é interessante o que diz Paulo Henrique Amorim nesse post de seu blog, “A elite se fechou para dentro e jogou a favela na periferia, num conjunto de sowetos: Heliópolis, Paraisópolis, Jardim Romano, São Miguel Paulista.”, “Porque era possível você trabalhar na Faria Lima e morar no Morumbi e passar 20 anos sem ver um pobre. Não é como na Zona Sul do Rio, em que a favela entra pela tua janela adentro.”,”Você acaba como os quatrocentões, que pensam que moram em Nova York, Milão, Veneza. Ou numa combinação das três..”.

Soweto (de South-West Township, ou “Cidadela do Sudoeste”) é um subúrbio com aspecto de imensa favela na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

São Paulo, e seus 61,3 km de linhas de metrô não é Milão, Veneza ou Nova Iorque, na verdade, não é nem a Cidade do México (que tem 202 km)… Está mais pra Soweto mesmo… Mas tem gente que não vê pobre.