Severiano Miranda

De volta ao Brasil as coisas continuam as mesmas… Nossa!!!

Navegando Posts publicados em agosto, 2009

Agora durante essa época de verão, alguns dias fomos a piscina. Aqui há piscinas públicas, muitas em toda a cidade, onde todos vão, durante o verão, aproveitar o sol e levar a família. Bom, eu Marcelo e Thiago, somos brasileiros muito atípicos, considerados assim por todos que conhecemos nas piscinas, pois estávamos sempre a procura de uma sombra, de camisa, etc, etc, etc. São ambientes muito bacanas, crianças por todas as partes, meus sobrinhos iam gostar muito, e eu me lembrei bastante deles enquanto ai estava.

Dentre o muitos turistas que visitam as piscinas, conhecemos um holandês de avô materno brasileiro. Engraçado e muito conversador, que me fez tambem recordar um pouco do povo brasileiro, com aquela nostalgia mentirosa de quem acha que o povo do Brasil é daquele jeito… Mas enfim…

No meio da conversa, perguntamos sobre as drogas na Holanda, sobre essa coisa da liberalização e etc. Como o povo do país via aquilo, enfim… Bom, a primeira coisa que ele falou, foi sobre o perigo, antes havia gente perigosa andando pelas ruas, e vendendo drogas, o termo “perigosa” que ele usou, há de ser entendido com cuidado, não eram traficantes assassinos sanguinários, era gente perigosa, como gente perigosa deve ser, assassinos são outra coisa, essa ressalva deve ser feita pelo fato de estarmos acostumados, a achar perigosos, outros tipos de meliantes.

Sobre o perigo, ele falou que essa gente parou de andar pelas ruas e inspirar medo nos locais. Passaram a ser simples… Pessoas? Depois falou sobre o consumo, e sobre a sua relação com o povo de Amsterdã, disse que os locais, claro se sentem a vontade para fazer o que lhes dê na gana, mas que para ele, assim como para a maioria, tais drogas eram uma coisa de criança, adolescentes, que experimentou quando tinha 12 (DOZE) anos e só isso… Que hoje poderia até consumir, dependendo da ocasião e da companhia, mas não gasta um tostão do próprio bolso para comprar nada.

Isso tambem me fez lembrar do Brasil, onde se usa a desculpa do consumo de drogas para as mais variadas situações violentas que ocorrem na sociedade, e quando se quer marcar um delinquente como perigoso, se usa a alcunha de drogado, seja bêbado, maconheiro ou a que se queira. Como se a droga fosse desculpa pra pessoa ser violenta e não ter educação. Sobre isso acho muito plausível o exemplo dos cachorros, que aqui todos tem e andam com eles pelas ruas, a grande maioria com uma luva de plástico para recolher a caca deles quando a fazem pela rua, estranhamente pelo numero elevado de cachorros que há, não ouvimos falar de cachorros violentos que atacam e matam outras pessoas. Ora, cachorros não matam pessoas do nada, são treinados pra isso, por pessoas sem educação, drogadas ou não.

Quando se convive com a violência, ela se torna um hábito, que as vezes sobrepuja todos os outros hábitos, e costumes, que não seriam nada demais, se não fosse a violência.

A visita.

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Durante um mês recebemos a visita ilustre daquela que é praticamente responsável por nosso doutorado, Sabrinna.
Bom, o começo como sempre foi muito atribulado, mesmo porque o apartamento estava uma pocilga, heheheheheheh, quinze dias que não lavávamos a frigideira, apesar de fritar ovos todos os dias. Isso pra ficar só na frigideira, então chegamos a conclusão que deveriamos limpar algo para que ela chegasse. Limpamos. Em apenas dois dias conseguimos varrer, e lavar os pratos e tirar por baixo uns seis sacos de lixo de dentro de casa. “-Bacana!”, como diria o boy.
Bom, com Sabrinna aqui, devidamente alojada, agora era hora de nos habituarmos a terceira pessoa sempre em casa, pois apesar de termos a companhia ilustre de Danilo, que alugou um quarto por três semanas, mas só as vezes aparecia em casa, mesmo assim, pra dormir, quando não, com um saco cheio de cervejas, quase nunca desperdiçadas.
Mas enfim, Sabrinna em casa, doida pra estudar, e como somos muito comportados, a deixamos em paz… Hum… Tambem não, como relatado exaustivamente em posts anteriores, fomos a Barcelona e arrastamos Sabrinna conosco, que nunca nos deixava esquecer do quanto ainda tinha que escrever para falar com sua orientadora!
E escreveu, nos dias que se passaram mal nos viamos, visto que estava sempre em seu quarto, quando não escrevendo, falando com Reginaldo (que não usa o Skype pra falar comigo, mas estranhamente usa pra falar com Sabrinna), ou então, quando nos víamos a noite, quando ela saia para ver algum seriado na TV de sua preferência, e da de Thiago também claro, mas da preferência de Thiago são todos os seriados, é incrível!!!
Nesse meio tempo, Marcelo veio aqui algumas vezes e aprendi com ele alguns segredos da arte culinária, me aproveitando das duas cobaias humanas que tinha em casa para tanto. E poupando é claro, Sabrinna dos pratos mais apimentados. O que depois não foi fonte de grandes problemas, pois decobri que posso usar a pimenta preta no lugar do sal.
Bom, Sabrinna ainda foi a Turquia com a super delegada Aureci, e seu trabalho sempre a tira colo. Ainda bem que lhe deu tempo de preparar tudo e falar com sua tutora, pois estávamos pensando já que Sabrinna cometeria um assassínio coletivo aqui em casa caso não houvesse tido tempo suficiente para tudo.
E como não poderia deixar de ser, ao fim de sua estada, e com tudo pronto e acabado, saimos a espanhola para comemorar o final de mais uma etapa de seu doutorado!