Severiano Miranda

De volta ao Brasil as coisas continuam as mesmas… Nossa!!!

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São João vai, São João vem… E enquanto isso, Florianópolis recebeu o 14º FAM (Forum AudioVisual do Mercosul).

Um festival com direito a exibição de filmes, curtas, e conversas com os realizadores dos filmes. Enfim, um evento cultural muito bacana. Eu não tenho nada contra a “nossa” cultura, ou o nosso São João, gosto bastante inclusive. Mas infelizmente de cultural já não há muita coisa na festa promovida no Parque do Povo, na verdade, não há faz muito tempo.

Ano passado, conversando com uma amiga espanhola que queria trabalhar no Brasil, fiz o convite para ela conhecer o Nordeste antes de decidir-se. A resposta foi clara, e melhor impossível, posso ir conhecer, mas para trabalhar prefiro a região Sul, é mais parecido com aqui, o Nordeste me parece um tanto subdesenvolvido. Em outra conversa o desfecho foi fatal, seria algo assim como o Marrocos, só que sem uma Espanha ao lado…

Uma pena, porque arte existe, até melhor incluso, mas nos é oferecido Gaviões do Forró, e Calcinhas de todas as cores durante trinta dias, sob o argumento de tomar “cachaça”, oras, “cachaça” eu tomo o ano todo, escutando música MUITO melhor…

Flávio José apareceu devagarinho e tomou, bem tomado, um lugar que estava sem dono fazia tempo. Afinal, o poder não aceita vácuo…

http://www.youtube.com/watch?v=MatHc5hgNic

“Pra todo mundo”:

Pra todo mundo
A minha cara é de alegria
Porque ninguém tem nada a ver
Com a minha dor
O meu lamento
Ninguém não pode dar jeito
Se todo mundo tem
A marca de um amor (bis)

Ai! tem um amor
Que dá prazer e alegria
Tem outro amor
Que faz a gente delirar
Há quem diga
Que tem amor diferente
Que amarra a gente
Pelo jeito de olhar, oi!
Quanto mais quente
Mais fogoso é duvidoso
E o mais gostoso
Bota a gente pra chorar

Essa era muito cantada por Marinês, infelizmente não consegui encontrar com ela no Youtube, só com Genival Lacerda, que sempre fez um genero mais escrachado, mas ta ai representando, a terra, a música e até mesmo, quem sabe, Marinês.

“Quem dera”:

Quem dera ter você de novo
De novo, chegando
Quem dera ter você agora
De novo, me amando

Gostoso era o tempo de lua na beira do mar
um cafuné na rede, um chamego daqui, um chamego de lá
E o amor espalhando a doidice quando não se foi
Mas quem é que não sente saudade do tempo que foi tão feliz

Por último a música que deveria ir era “Quando o mês de Junho chegar”, dela não encontrei nenhum intérprete, então fica só na letra…

“Quando o mês de Junho chegar”:

Quando o mês de junho chegar,
eu vou, eu vou me esfarrear.

Eu vou brincar de roda,
eu vou forrorear,
pra festejar São João,
só, só no arraiá,
tem milho no asseiro bom de quebrar,
e tem moça donzela doidinha pra se arrumar.

E tem jenipapo, tem canjica-ca,
já tem um sanfoneiro pra tocar pra nós dançar.

Para substituir ela, encontrei outra de Flávio José, essa mais séria, e uma de minhas preferidas…

“Cidadão comum”:

Sou um sujeito
Pacato nordestino
Acredito até mesmo no destino
Posso até ser chamado sonhador
Acredito em tudo que eu quero
Apostei tudo em mim e considero
Que o opositor é um perdedor
E assim vou seguindo a minha sina
Sou um forte de alma nordestina
Obrigado a sair lá do sertão
Acredito em tudo que eu faço
Se deixei minha terra
É porque acho que não sou
Só um simples cidadão

E você me vem
Com esse preconceito
Pode despistar
Que eu não aceito
Pois eu nasci lá
E não sou mais um
Sem ter importância
Cidadão Comum

Se não fosse
Essa seca que atormenta
Expulsando de lá
Toda essa gente
Nos tornando um povo sofredor
Como é que vivia o paulistano
Sem contar com a força do baiano
Que sem dúvida
É um bom trabalhador
Se o nordestino tivesse cuidado
E escolhesse um governante arretado
Que investisse um pouquinho no sertão
Queria ver se o Rio e São Paulo
Sem contar com os maus remunerados
Se não iriam cair na depressão